O sistema digestivo, em seu completo funcionamento, é essencial para a nossa saúde pois atua na manutenção de nutrientes e filtra o que é realmente necessário para nosso organismo. 

As Doenças Inflamatórias Intestinais, também conhecidas como DII, são condições crônicas que afetam o sistema digestivo e inflamam o trato gastrointestinal, provocando feridas nos tecidos e órgãos, como no intestino grosso, intestino delgado e também o reto. Às vezes, as DII também podem afetar outras partes do corpo como as articulações, olhos, boca, fígado, vesícula biliar e pele, elevando o risco de câncer em áreas afetadas do intestino. Sendo assim, existem dois tipos comuns de DII: a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória do trato gastrointestinal que afeta, predominantemente, a parte inferior do intestino delgado e do intestino grosso, ocasionando o estreitamento e até mesmo a perfuração de um dos intestinos. O nome da doença é em homenagem ao médico norte-americano Burril Bernard Crohn que descreveu pela primeira vez sobre a doença. 

Os sintomas variam dependendo do grau da doença, porém, os pacientes sentem dores na região do abdome, cólicas e diarreia, além de ocasionar perda de apetite e consequentemente de peso. Pessoas com a doença também sentem uma necessidade urgente de evacuar e as fezes são acompanhadas de sangue ou pus.

Já a Retocolite Ulcerativa (RCU) ou Colite, causa inflamação e ulcerações no intestino grosso (cólon) e no reto. Normalmente a doença não afeta a espessura completa da parede intestinal e costuma acometer o fim do intestino grosso (sigmoide), estendendo-se de forma parcial ou total. Os sintomas ocorrem em crises, que podem ser repentinas ou graves, ocasionando diarreia, geralmente com muco ou sangue, além de dores abdominais, febre alta e peritonite (inflamação do revestimento da cavidade abdominal). 

Segundo a Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro (AGRJ), no Brasil, a cada 100 pessoas, 13 têm alguma Doença Inflamatória Intestinal. Os mais afetados pela doença são os jovens, onde geralmente a doença começa a se manifestar antes dos 30 anos, na maioria das vezes entre 14 e 24 anos, mas pode acometer também crianças e idosos.

Por serem crônicas, as Doenças Inflamatórias Intestinais não têm cura e nem causa específica. Uma das principais explicações é devido ao mau funcionamento do sistema imunológico que não consegue combater vírus ou bactérias, e também outras evidências sugerem predisposição genética e fatores ambientais. 

Os sintomas mais comuns das Doenças Inflamatórias Intestinais são dores abdominais, alteração no hábito intestinal, diarreia, febre e constipação. Quando mais grave, pode apresentar dores intensas, sangramentos retais, perda de peso, cansaço e fraqueza. 

Há métodos e tratamentos eficazes para amenizar os sintomas. Os pacientes, além do acompanhamento médico, devem fazer mudanças na alimentação e hábitos de vida, fazendo uso de medicamentos específicos que auxiliam na defesa do organismo, sendo que em casos mais graves, é necessário a utilização de imunossupressores e intervenção cirúrgica. O diagnóstico das DII são realizados através de exames de sangue e fezes, endoscopia digestiva alta, tomografia, ressonância magnética do abdome e colonoscopia, mas irá depender da orientação médica.  

19 de maio – Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal

Idealizado em 2010 e conhecido como Maio Roxo, o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal é comemorado para informar sobre os riscos da doença e a necessidade do diagnóstico precoce, chamando atenção da sociedade para conscientizar a população e promover melhoria na qualidade de vida dos pacientes com DII.