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O que é hipertireoidismo e hipotireoidismo?

A tireoide é uma importante glândula localizada na região anterior do pescoço, que tem como principal função produzir os hormônios T3, T4 e calcitonina. Essenciais para o organismo em termos de metabolismo, crescimento, desenvolvimento, ciclo menstrual, regulação do peso, temperatura corporal e atividade intestinal, a deficiência ou aumento na produção, liberação e ação destes hormônios pode gerar impactos na saúde.¹

Mas afinal, qual a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo?

O hipotireoidismo ocorre quando os hormônios tireoidianos são produzidos em quantidade insuficiente, tornando o metabolismo mais lento e prejudicando atividades do organismo que dependem desses hormônios. Seu surgimento está relacionado principalmente à hereditariedade e às circunstâncias em que células do próprio corpo atacam a tireoide. Alguns de seus principais sintomas são cansaço, falta de energia, unhas fracas, queda de cabelo, palidez, perda de apetite e ganho de peso. ¹⁻⁴

O oposto disso é o hipertireoidismo, uma condição mais rara em que há aumento na produção dos hormônios tireoidianos. Como consequência, o metabolismo torna-se mais acelerado, levando ao aparecimento de sintomas como perda de peso e de massa magra, fraqueza, irregularidades menstruais, aumento da quantidade de batimentos do coração e tremores. Seu surgimento também está relacionado à condições autoimunes, devendo o quadro ser abordado o quanto antes para reduzir complicações.¹⁻²

O diagnóstico das duas disfunções se dá através de avaliação de sintomas clínicos e exames laboratoriais, devendo haver acompanhamento médico contínuo para o tratamento adequado.²

No Brasil, a Lei nº 6.150 de 1974 dispõe sobre a obrigatoriedade da presença de iodo no sal destinado ao consumo humano, uma vez que este elemento é essencial para a atividade da tireoide.⁵ Portanto, o sal não deve ser banido da alimentação, mas sim, consumido em níveis adequados.⁶

No Clude Saúde, o acompanhamento para doenças da tireoide é realizado por um time de saúde multidisciplinar. Se você tem dúvidas sobre algum desses sintomas, não hesite em nos comunicar.

 

REFERÊNCIAS
1. SALES, P,; HALPERN, A.; CERCATO, C. O essencial em endocrinologia. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 816 p.
2. VILAR, L. et al. Endocrinologia Clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanara Koogan, 2022. 1130 p.
3. HU-UFSC. Protocolo de Hipertireoidismo/Tireotoxicose (no adulto). Santa Catarina: UFCS, 2015. 12 p. Disponível em: http://www.hu.ufsc.br/setores/endocrinologia/wp-content/uploads/sites/23/2015/01/PROTOCOLO-DE-HIPERTIREOIDISMO-NO-ADULTO-OK-06-de-agosto.pdf. Acesso em: 01 jun. 2022.
Sthephanny Gonsalves

Sthephanny Gonsalves

Sthephanny é enfermeira pela UNIFESP e atualmente, compõe o time de enfermagem do Clude. É criativa e apaixonada pelo cuidado preventivo. Possui experiência em atenção primária e hospitalar e fez parte de projetos na área de saúde da mulher, saúde cardiovascular e saúde mental.
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