meu-filho-tem-uma-doenca-cronica-e-agora
Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp

Meu filho tem uma doença crônica, e agora?

Espera-se que as crianças vivam dentro dos limites de normalidade. Porém, quando se tem uma criança doente, assim como todo ser humano, o seu comportamento é modificado.

A criança pode apresentar sentimento de medo, raiva, angústia, apatia. É uma experiência nova e desconhecida que tem um impacto emocional significativo tanto para a criança quanto para a família.

Quando se fala de doença crônica, fala-se de um cuidado constante que pode se prolongar por toda a vida, uma doença progressiva que pode gerar prejuízos no desenvolvimento físico e mental de uma criança, assim como prejuízos no sistema familiar. Procedimentos médicos aversivos, hospitalizações, os cuidados e uso frequente de medicamentos são alguns fatores que alteram o tempo e a qualidade da relação entre os familiares e destes com a criança.

Por mais que a criança em um primeiro momento não saiba o nome da doença que tem ou a implicação desta em sua vida, ela vive no corpo dela, ela sente o incômodo, sente as dores, ela é quem passa por procedimentos médicos, ela percebe que tem algo errado. Nesse sentido, a forma como é passado para a criança sobre o seu adoecimento, assim como os recursos psicológicos dos familiares, são fatores fundamentais para a forma como a criança vai lidar com a doença.

Alguns fatores importantes de serem observados por pais e cuidadores, e que devem ser colocados em prática para promover uma melhor adaptação da criança com doença crônica e suas implicações, são:

  • Procure se informar sobre o diagnóstico e possibilidades de tratamento.
  • Estabeleça uma comunicação clara e adequada para a idade e compreensão da criança, expondo aos poucos as implicações da doença em sua vida e em suas relações.
  • Aceite e procure apoio social e psicológico. Cuidar de uma criança com doença crônica não é fácil em muitos momentos. Não subestime essa necessidade, reconheça suas limitações e procure ajuda. Afinal de contas, você só conseguirá oferecer um cuidado de qualidade se estiver bem.
  • Acolha os sentimentos de desesperança e impotência que eventualmente possam surgir, entenda o que eles significam. Reflita sobre tudo o que você tem feito para melhorar a qualidade de vida do pequeno. Ressignifique tais limitações.
  • Atenue os efeitos negativos da doença para a criança. Promova um ambiente de atividades sociais e interativas, desenvolvendo momentos de lazer e bem-estar.
  • Permita que a criança expresse suas dúvidas e questionamentos sobre a doença e como esta implica em seu cotidiano. Oriente e faça as devidas explicações quando necessário.

 

Se você é pai, mãe ou cuidador de uma criança com doença crônica, o Clude oferece atendimento psicológico para você e para o seu pequeno.

Paula Teixeira

Paula Teixeira

Paula Teixeira é psicóloga e faz parte da equipe de saúde do Clude. É especialista em Psicologia Clínica e Hospitalar (HC-FMUSP) e mestre em Psicologia Experimental (USP). Apaixonada pela área da saúde, possui experiência na atenção primária e terciária, com foco em saúde mental e comportamento humano.
Clude ©  2022. Todos os direitos reservados.