A tuberculose é uma doença causada por bactérias (Mycobacterium tuberculosis) que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, cansaço excessivo e perda de peso são os sintomas mais comuns da doença. A BCG, vacina contra a tuberculose, protege contra as formas graves e deve ser aplicada o quanto antes, normalmente no primeiro mês de vida ou a partir de 2kg.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo. Por dia, mais de 4 mil pessoas ao redor do mundo morrem em decorrência da TB. Em 2018, 10 milhões de pessoas adoeceram com a doença em todo o mundo e 1,5 milhão de pessoas morreram. Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), cerca de um quarto da população mundial tem tuberculose latente, ou seja, foram infectadas por bactérias da tuberculose mas ainda não desenvolveram a doença, e por isso não podem transmiti-la.

Em meio aos números elevados, Tereza Kasaeva, diretora do Programa Mundial contra a Tuberculose da OMS, aposta na prevenção e alerta que a hora de agir é agora. “As novas orientações da OMS mostram o caminho a seguir para milhões de pessoas acessarem rapidamente novas ferramentas e opções mais curtas e seguras para tratamento preventivo”.

Para expandir o acesso ao tratamento preventivo da TB, confira as novas diretrizes:

  • A OMS recomenda expandir a aplicação do tratamento preventivo da TB entre as populações de maior risco, como contatos domésticos de pacientes, pessoas vivendo com HIV e outras pessoas em risco de ter imunidade reduzida ou viver em condições de superlotação.
  • A OMS recomenda integrar os serviços de tratamento preventivo da tuberculose nas atuais atividades de detecção de casos de TB. Recomenda-se que todos os contatos domiciliares de pacientes com TB e pessoas com HIV sejam rastreados quanto à TB ativa. Se a TB ativa for descartada, o tratamento preventivo da doença deve ser iniciado.
  • A OMS recomenda a realização de prova tuberculínica ou ensaio de liberação de interferon gama (IGRA) para detectar a infecção por TB. Ambos os testes são úteis na detecção de pessoas com maior probabilidade de se beneficiar do tratamento preventivo da TB, mas não devem se tornar uma barreira à expansão do acesso. O teste da infecção por TB não é necessário antes do início do tratamento preventivo da tuberculose em pessoas vivendo com HIV e em crianças menores de cinco anos que estão em contato com pessoas que têm tuberculose ativa.
  • A OMS recomenda novas e mais curtas opções de tratamento preventivo, além da profilaxia diária com isoniazida por seis meses. As alternativas mais curtas recomendadas atualmente incluem a administração diária de rifapentina em combinação com isoniazida por um mês; administração semanal de rifapentina em combinação com isoniazida por três meses; administração diária de rifampicina em combinação com isoniazida por três meses; ou a administração diária de rifampicina durante quatro meses.

“O mundo está comprometido em acabar com a tuberculose até 2030; melhorar a prevenção é a chave para fazer isso acontecer. Milhões de pessoas precisam receber tratamento preventivo contra a tuberculose para deter o aparecimento da doença, prevenir o sofrimento e salvar vidas”, explica Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “A COVID-19 está demonstrando como pessoas com doenças pulmonares e sistemas imunológicos debilitados podem ser vulneráveis”, completou.

 

Fonte: OMS