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Transtornos mentais, comportamentais e o afastamento do trabalho

Os transtornos mentais e comportamentais se caracterizam, de maneira geral, por pensamentos, percepções, emoções e comportamentos que trazem, na maior parte das vezes, prejuízos significativos para a vida da pessoa: há dificuldade em suas relações familiares, de amizade, conjugais e profissionais. As causas estão relacionadas a inúmeros fatores: sociais, culturais, econômicos, políticos e ambientais (OMS).

São a principal razão para dias perdidos no trabalho, e demonstram impacto social tão sério que, de acordo com o levantamento da consultoria B2P, durante os anos de 2020 e 2021 não foi o vírus da Covid-19 o principal motivo para afastamentos do trabalho, mas, logo após as doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo, os transtornos mentais foram o segundo principal motivo para as pessoas terem que deixar de ir ao trabalho – o que gera uma série de dificuldades, de cunho social e financeiro, para quem trabalha.

É sabido, também, que a pandemia agravou a seguinte questão: a linha existente entre saúde mental e trabalho. Jornadas longas, grande carga física e emocional e imprevisibilidade cotidiana foram frequentes para trabalhadores espalhados pelo mundo.

Transtornos mentais também são a terceira maior causa de concessão do benefício auxílio-doença por incapacidade laborativa pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde, em 2020, também houve um aumento de 29% na concessão do mesmo benefício quando há nexo causal voltado para os transtornos mentais e do comportamento. Assim, os números relacionados à saúde mental e os impactos na vida profissional vêm crescendo.

Alguns exemplos de transtornos mentais e do comportamento são as ansiedades, depressões, transtornos bipolares e transtornos alimentares. Aqui, eles estão no plural pois existem variações na apresentação de sintomas dentro de um mesmo grupo de transtornos.

Isso é importante, em termos diagnósticos, pois direciona o tratamento para o melhor manejo dos sintomas. Porém, há o outro lado: por serem multifatoriais, são transtornos de diagnóstico complexo, e demandam tempo, tratamento e cuidado também que abarque esses fatores.

Ao pensar no trabalho como a atividade em que mais estamos inseridos socialmente, é compreensível que apareçam discussões que trazem como cenário a dimensão profissional.

Algumas questões norteadoras são: como a saúde mental é tratada na empresa em que você trabalha? Há falta, ou, confusão de informações sobre o assunto? Existem ações preventivas sobre o assunto? Como, geralmente, as pessoas na sua empresa percebem o afastamento do trabalho por motivos de saúde mental? O que a empresa faz quando o assunto é saúde?

Nesse sentido, é importante lembrar que esses são aspectos que podem fazer toda a diferença para uma pessoa diagnosticada com um transtorno mental e do comportamento, já que, devido ao afastamento do trabalho, ela frequentemente lida com o estigma social, a baixa da autoestima e o sentimento de perda de contribuição social; além de outras dificuldades, como por exemplo, o isolamento.

No Clude, você tem acesso a profissionais qualificados e uma equipe multiprofissional pronta para ajudar empresas no cuidado integral da saúde de seus trabalhadores. Saúde mental em dia é sinônimo de empresa produtiva, e, feliz!

 

Bianca Andreaze Grancieri

Psicóloga – CRP 06/163324

Bianca Andreaze

Bianca Andreaze

Bianca Andreaze Grancieri é psicóloga e faz parte da equipe de saúde do Clude. É afetuosa, gosta de conversas boas e músicas novas. Fez a graduação pela UNESP e têm especialização em Saúde Mental e Trabalho pela USP. Possui experiência nas áreas social, hospitalar, clínica e da educação
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